Seja bem-vindo. Hoje é

O ESPÍRITO DO SENHOR JESUS E A MISSÃO DA COMUNIDADE



A solenidade da Ascensão do Senhor inaugura o tempo da Igreja. Um tempo de missão e testemunho. A subida de Cristo para o Pai não é motivo de tristeza, mas de profunda confiança e alegria para aqueles que o seguem como discípulos e discípulas. O Senhor deixa-lhes uma missão: levar a salvação e o perdão dos pecados a todos os que desejarem converter-se. Para o cumprimento dessa tarefa, ele lhes garante o envio do Espírito Santo – a “força do alto”. Nós, hoje, contamos também com a ajuda dos meios mais céleres para a realização do projeto de evangelização; é o que, por exemplo, nos recorda o tema deste dia mundial das comunicações: “Redes sociais: portais de verdade e de fé; espaços para a evangelização”.
Toda despedida é marcada por tristeza e separação. A morte de uma pessoa querida, um amigo que vai viver longe de nós e tantas outras situações. Contudo, a despedida de Jesus foi diferente: os seus amigos foram tomados por grande alegria e confiança. É nesse espírito que a Igreja é chamada a dar continuidade à obra de vida e salvação, fazendo Jesus ressuscitar em cada pessoa. É o Espírito de Jesus em nós que gera novo mundo de paz e comunhão.
Os discípulos e discípulas recebem instruções de Cristo para levar à frente a missão e o testemunho a serviço do reino. “Então, Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e os abençoou” (Lc 24,50-51). Assim a Igreja, corpo de Cristo, está preparada para denunciar as injustiças, as opressões que impedem a reconciliação e o perdão entre as pessoas na comunidade e na sociedade. Sua tarefa é provocar a transformação dos corações e das estruturas sociais a fim de que Cristo glorioso seja realidade entre nós.
Sejamos comunidades testemunhas da fraternidade, da solidariedade, da justiça e do amor, de modo que Jesus seja reconhecido verdadeiramente como o Senhor da glória. Neste dia mundial das comunicações, rezemos para que cada vez mais ingressemos nos novos areópagos da evangelização – as redes sociais – a fim de que mais pessoas sejam atingidas pela palavra capaz de levá-las a confessar a fé em Cristo ressuscitado, dando adesão à vida de comunhão e partilha.
Benedito Antônio Bueno de Almeida, ssp
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12 de maio: Ascensão do Senhor


OS NOVOS ESPAÇOS DE EVANGELIZAÇÃO
O evangelho deste domingo da Ascensão do Senhor mostra-nos que a paixão e a ressurreição de Jesus desembocam na pregação apostólica, universal, a partir de Jerusalém. Os discípulos, depois de fazerem a experiência do encontro com o Senhor, são chamados a sair pelo mundo para serem testemunhas do que viram e ouviram.
O mundo é o lugar onde estão as pessoas concretas que esperam a Palavra transformadora que sacia a sede e a fome de amor, de esperança, de justiça, de paz, de misericórdia, de fraternidade, enfim, de um sentido profundo para a vida.
O espaço de evangelização é onde estão os seres humanos, homens e mulheres, transitando, trabalhando, estudando, intercambiando e se relacionando. Hoje, com o avanço das novas tecnologias, especialmente da sociedade em rede de computadores, as pessoas não estão somente situadas em áreas geográficas. O “continente digital” é também o lugar onde se encontram os destinatários da missão evangelizadora.
“Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização” é o tema que Bento XVI escolheu para o 47º dia mundial das comunicações. Na sua mensagem, o papa tem presente que a internet não é um instrumento de comunicação a mais, mas é, de fato, uma cultura que veio para ficar. De modo especial, as redes sociais digitais se compõem num ambiente onde milhões de seres humanos interagem e no meio dos quais os cristãos são chamados a imprimir o seu estilo de vida iluminado pelo Ressuscitado.
Animados pela mensagem da ressurreição e no contexto do Ano da Fé, possamos renovar nosso compromisso com o evangelho de vivê-lo e de levá-lo a todos, também no mundo digital, no esforço contínuo de construir uma vida digna para todos à luz das palavras e ações de Jesus.
Pe. Valdir José de Castro, ssp
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DIA DAS MÃES NA REDE SERIDÓ



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Nossa Homenagem a todas as Mães



Homenagem às Mães

Mãe, amor sincero sem exagero.
Maior que o teu amor, só o amor de Deus...
És uma árvore fecunda, que germina um novo ser.
Teus filhos, mais que frutos, são parte de você...

És capaz de doar a própria vida para salva-los.
E muito não te valorizam...
Quando crescem, de te esquecem.
São poucos, os que reconhecem...

Mas, Deus nunca lhe esquecerá. 
E abençoará tudo que fizerdes aos seus...
Peço ao Pai Criador que abençoe você.
Um filho precisa ver o risco que é ser mãe...
Tudo é cirurgia, mas ela aceita com alegria.
O filho que vai nascer...

Obrigado é muito pouco, presente não é tudo.
Mas, o reconhecimento, isso! Sim, é pra valer...
Meus sinceros agradecimentos por este momento.
Maio, mês referente às mães, embora é bom lembrar...

Dia das mães, que alegria é todo dia.

Parabéns Mães!

Nesse espírito fraternal e amoroso, convidamos as Mães de nossa comunidade e todas as famílias para participarem conosco da celebração em homenagem às Mães que será realizada nesse próximo domingo, dia 12 de maio à partir das 19:00 horas na Igreja Matriz de São Sebastião.
Venha celebrar conosco as maravilhas de Deus na vida das nossas amadas Mães!

Sua presença será motivo de grande alegria para todos nós!


Uma homenagem da Paróquia São Sebastião de Equador à todas as Mães!

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Anunciada agenda do Papa Francisco no Brasil 07/05/2013 - JMJ



O Papa Francisco terá uma agenda cheia de atividades em sua primeira grande viagem internacional, em julho deste ano. A programação no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, inclui desde Atos Protocolares, como o encontro com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, até a visita a uma comunidade carente, em um hospital e a jovens detentos.

Chegada e primeiros atos oficiais
O Papa chegará ao Brasil o dia 22 de julho, segunda-feira. A acolhida oficial será feita no Aeroporto Internacional do Galeão/Antônio Carlos Jobim, a partir das 16h. Logo após, haverá uma cerimônia de boas vindas no jardim do Palácio Guanabara, onde o Santo Padre dará o seu primeiro discurso. No local, haverá a recepção protocolar das três esferas de governo. A recepção protocolar será feita pela presidente da república Dilma Rousseff, pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes.
A Residência do Sumaré será o local que receberá o Sumo Pontífice durante sua estada no Brasil. A casa hospedou o beato João Paulo II em suas duas visitas ao Brasil, em 1980 e 1997. É um lugar reservado, pacato e longe dos grandes movimentos da cidade. Além do Papa Francisco, a residência receberá também toda comitiva papal.
Com a simplicidade que o mundo já conhece, o Santo Padre vai presidir missas diárias privativas na Residência.

Visita a Aparecida
O Santo Padre visitará, na quarta-feira, dia 24 de julho, o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, maior santuário mariano do mundo. A visita foi um pedido pessoal do Papa Francisco, já que possui uma devoção pública por Maria, mãe de Jesus. Ao lado do cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, o Sumo Pontífice celebrará uma Missa, após a veneração da imagem da Virgem na Basílica. A homilia será feita pelo Papa.

Um dos legados sociais da JMJ Rio2013
Ainda na quarta-feira, o Papa Francisco participa da inauguração do Pólo de Atenção Integrada da Saúde Mental (PAI), voltado para a recuperação e dependência química, um dos legados sociais da JMJ Rio2013. Com 350 médicos, cerca de 500 profissionais de saúde, 648 leitos de internação, 323 leitos de enfermaria, 12 leitos de emergência, 75 leitos de UTI e 11 salas de cirurgia, o Hospital São Francisco da Tijuca (antigo Ordem Terceira da Penitência/VOT) é um hospital geral que oferece atendimento em 22 especialidades. A instituição presta atendimento particular, para clientes de planos de saúde, e para pacientes do SUS, encaminhados via Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Haverá um discurso do Papa no local.

Uma quinta-feira emocionante
No dia 25 de julho, quinta-feira, Eduardo Paes, prefeito do Rio, em um gesto simbólico e tradicional, entregará as chaves da cidade ao Sumo Pontífice, traduzindo o respeito pelo Santo Padre e a autoridade que representa. Além disso, também está previsto um rápido encontro com representantes do mundo esportivo, com a bênção das bandeiras Olímpicas.
Ainda pela manhã, o Papa Francisco parte para um encontro emocionante. Depois de 33 anos, um Papa volta a visitar uma comunidade carente. Desta vez, ao invés do Vidigal, na Zona Sul do Rio, onde passou João Paulo II, em 1980, a visita será a uma favela da Zona Norte. A comunidade escolhida foi a de Varginha, dentro do Complexo de Manguinhos, recentemente pacificada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O Papa falará aos moradores e dará sua bênção.
Às 18h, o Santo Padre participa da festa de acolhida dos jovens na orla de Copacabana, um dos Atos Centrais da JMJ Rio2013. Haverá a primeira saudação do Papa Francisco aos peregrinos da Jornada, e um discurso.

Um dia só para os jovens
Um dos pontos turísticos mais visitados da cidade e antiga casa de repouso do imperador Dom Pedro, a Quinta da Boa Vista receberá um dos maiores pontos de catequese do evento e a Feira Vocacional. O Santo Padre atenderá quatro confissões de jovens no local na manhã de sexta-feira, dia 26.
Em seguida, alguns jovens detentos se encontrarão com o Papa Francisco no Palácio Arquiepiscopal São Joaquim. Ao meio dia, o Sumo Pontífice fará a Oração Angelus Domini do balcão central do Palácio. Antes do tradicional almoço com os jovens de todos os continentes, que acontece nas Jornadas, o papa fará uma saudação ao Comitê Organizador Local da JMJ Rio2013 e aos patrocinadores.
Às 18h, acontece a Via Crucis com os jovens, na orla da Praia de Copacabana, o terceiro Ato Central da JMJ, com um discurso do Santo Padre.

Um sábado de encontros e oração
As atividades oficiais começam com a Santa Missa com os bispos, sacerdotes, religiosos e os seminaristas, na Catedral São Sebastião, presidida pelo Santo Padre. Logo após, o Papa Francisco se encontrará com representantes da sociedade da cidade e do Brasil no Teatro Municipal. A estrutura, construída no século XIX, por muito tempo, foi palco principal das apresentações artísticas de todo país.
À tarde, participa de um almoço com os cardeais brasileiros, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos do Regional Leste 1 da CNBB (que compreende as dioceses do Estado do Rio de Janeiro) e o Séquito Papal, no grande refeitório do Centro de Estudos do Sumaré.
A partir das 19h30, o Papa Francisco estará em Guaratiba, no Campus Fidei para a Vigília de Oração com os jovens, quarto Ato Central da JMJ Rio2013, onde ele fará um discurso aos peregrinos e passará um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento com os jovens presentes.

Domingo de despedidas
Às 10h da manhã, o Papa Francisco reencontra os jovens da noite anterior no Campus Fidei para a Santa Missa de envio da JMJ Rio2013 e anunciar o próximo local que acolherá a Jornada Mundial da Juventude. Ao meio dia, também fará a oração do Angelus Domini com os peregrinos.
O almoço será com o Séquito Papal no refeitório do Centro de Estudos do Sumaré. Deve encontrar o Comitê de Coordenação do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM) antes de sua despedida da Residência do Sumaré.
Para agradecer pessoalmente os 60 mil voluntários envolvidos nos trabalhos da Jornada, o Papa Francisco deverá encontrar-se com eles no Pavilhão 4 do Riocentro, às 17h30, e fará um discurso a eles.
Haverá ainda uma cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, onde o Santo Padre fará um discurso. Sua partida de volta a Roma está marcada para as 19h.

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Papa Emérito Bento XVI deixa Mensagem para o dia Mundial das Comunicações Sociais


MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 47º DIA MUNDIAL 
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização»
[12 de Maio de 2013] 



Amados irmãos e irmãs,
Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas comunicam actualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.

Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contactos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.

O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.
A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade. E frequentemente a popularidade está mais ligada com a celebridade ou com estratégias de persuasão do que com a lógica da argumentação. Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva. Por conseguinte os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação. Tal diálogo e debate podem florescer e crescer mesmo quando se conversa e toma a sério aqueles que têm ideias diferentes das nossas. «Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza» (Discurso no Encontro com o mundo da cultura, Belém, Lisboa, 12 de Maio de 2010).

O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interacção humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.
A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos. No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afectiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus. Aliás sabemos que a tradição cristã sempre foi rica de sinais e símbolos: penso, por exemplo, na cruz, nos ícones, nas imagens da Virgem Maria, no presépio, nos vitrais e nos quadros das igrejas. Uma parte consistente do património artístico da humanidade foi realizado por artistas e músicos que procuraram exprimir as verdades da fé.

A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social.

Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tacto, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital. Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da acção de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento. A propósito, recordemo-nos de que Elias reconheceu a voz de Deus não no vento impetuoso e forte, nem no tremor de terra ou no fogo, mas no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Rs 19, 11-12). Devemos confiar no facto de que os anseios fundamentais que a pessoa humana tem de amar e ser amada, de encontrar um significado e verdade que o próprio Deus colocou no coração do ser humano, permanecem também nos homens e mulheres do nosso tempo abertos, sempre e em todo o caso, para aquilo que o Beato Cardeal Newman chamava a «luz gentil» da fé.

As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um factor de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efectiva com a comunidade universal dos fiéis. As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé. O envolvimento autêntico e interactivo com as questões e as dúvidas daqueles que estão longe da fé, deve-nos fazer sentir a necessidade de alimentar, através da oração e da reflexão, a nossa fé na presença de Deus e também a nossa caridade operante: «Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).

No ambiente digital, existem redes sociais que oferecem ao homem actual oportunidades de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contacto inicial feito on line – a importância do encontro directo, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.

Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.

BENEDICTUS PP. XVI

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A RAZÃO DA NOSSA ESPERANÇA




A fé professada é a mesma fé celebrada e vivenciada – afirma, em diferentes passagens, a carta apostólica Porta Fidei do papa Bento XVI. A nossa liturgia, especialmente a celebração da eucaristia, é a “meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força”. Podemos afirmar: celebra quem crê, e quem crê testemunha com a vida o que celebra na fé! O conteúdo da “fé professada, celebrada, vivida e rezada” nos faz “refletir sobre o próprio ato com que se crê”. Nasce daí o compromisso que cada crente se propõe assumir.

Em geral, todos os católicos sabem de memória o Credo. Alguns fazem dele sua oração diária. É uma forma de não esquecer o compromisso assumido com o batismo. E a essa altura o papa cita santo Agostinho: “O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós o recebestes e o proferistes, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele”.

Não há outro conselho nem outra orientação mais pertinente para a vivência particular e comunitária do Ano da Fé. Redescobrir o Creio, os conteúdos em que cremos, que professamos, celebramos e testemunhamos.

Que o mesmo Senhor, nosso salvador, nos ajude diariamente, pelo nosso trabalho, a oferecer aos que vivem conosco as razões da nossa esperança.

D. Geraldo Majella Agnelo – Cardeal Arcebispo Emérito de Salvador
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5 de maio: 6º domingo da Páscoa


CRISTO PRESENTE NA COMUNIDADE
O evangelho deste domingo faz parte do discurso de despedida de Jesus. A sua despedida, porém, não significa ausência; ele assegura sua presença mediante a Palavra e o Defensor.
Jesus disse: “Quem me ama guardará minha palavra, o meu Pai o amará e viremos e faremos morada nele”. Quem acolhe e observa sua palavra experimenta a proximidade dele e de seu Pai. Eles virão estabelecer morada com o discípulo, “viverão juntos na intimidade da nova família”. O Vaticano II disse que Jesus está presente na palavra proclamada na celebração. Na Bíblia, “o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos, a conversar com eles” (DV 21).
A vivência da palavra se expressa na vivência do amor. Deus se torna presente na comunidade e em cada um de nós mediante o amor. Amar a Jesus é aproximar-se dele para identificar-se com ele e com o seu projeto de vida. O gesto concreto do amor a Jesus expressa-se no amor ao próximo. Cada pessoa que ama torna-se morada de Jesus e do Pai e manifesta a presença de Deus.
A função do Defensor, do Espírito Santo, é iluminar, animar e dirigir a Igreja de Jesus ao longo dos séculos. Por meio dele, Jesus continua a agir entre nós e nos faz entender e testemunhar o seu projeto. O Espírito é quem nos ensina e nos faz recordar o compromisso com Jesus e com os irmãos. Ele nos dá força e coragem para continuar a missão na construção do reino de Deus.
O reino de Jesus é um reino de paz e harmonia entre os seres humanos. Todos os que são morada de Deus e amam a Jesus tornam-se construtores da paz, bem messiânico por excelência. A presença do Espírito nos leva a viver e buscar a paz do Ressuscitado. Paz que não é apenas ausência de guerra e de violência, mas é sobretudo o que a palavra hebraica shalom significa: bem-estar, desfrutando o necessário para viver com dignidade, na harmonia consigo, com os outros e com Deus.
Pe. Nilo Luza, ssp
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Paróquia realiza abertura do Mês de Maio


Apesar da chuva fina que caia em nossa cidade no início da noite do dia 1º de maio, dia dedicado a todos os trabalhadores e também celebrado pela Igreja, como sendo dia de São José operário, nossa comunidade  participou da abertura oficial com a procissão saindo da casa da Sra. Florentina, que há 31 anos abre as portas de sua residência para acolher as capelinhas nesse dia, onde logo em seguida, aconteceu a Missa na Igreja Matriz presidida pelo nosso Pároco Pe. Célio Azevedo.

Em sua homilia, Pe. Célio falou da importância do trabalho nos dias atuais, das inúmeras dificuldades encontradas por trabalhadores desempregados em todas as partes do mundo, do exemplo de trabalhador que foi São José para a Sagrada Família de Nazaré e da importância de celebrar Maria Santíssima pois a Mãe de Deus nos aponta constantemente para o seu Filho Jesus e nos pede: "Fazei tudo o Ele vos disser". 

Em nossa última Assembléia Paroquial de Pastoral, os líderes missionários e Pastorais, acertaram para que as novenas se realizassem nos setores/bairros, impulsionando cada vez mais o trabalho missionário, indo ao encontro dos nossos irmãos e irmãs mais distantes, por isso, as novenas serão realizadas nos setores missionários de segunda à sexta-feira e nos sábados e domingos, na Igreja Matriz de São Sebastião.

Acompanhe conosco algumas imagens da abertura do mês mariano.











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Abertura do mês de maio em nossa Paróquia


Eu sou a serva do Senhor

Mensagem

“À sombra do Espírito Santo, ela concebeu o vosso Filho único e, permanecendo virgem, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, nosso Senhor!”

            Alegres e fervorosos nos reunimos para celebrar o mês de maio. Dessas celebrações, participamos com o espírito atento, sobretudo ouvindo com fé a palavra de Deus. Estes ritos serão uma lição da doutrina evangélica que nos ensina que os maiores no reino do céu serão os que forem primeiros no serviço e na solidariedade, a exemplo de Maria. Jesus, que não veio para ser servido, mas servir, quando erguido na cruz com a força do amor e da mansidão. Maria, que hoje proclamamos gloriosa, foi a serva humilde do Senhor; unida ao Filho e à sua missão redentora, serviu ao mistério da salvação; elevada à glória celeste, não deixou o encargo salutar em prol dos irmãos de seu Filho, mas intercede pela salvação de todos. 

E hoje, 1º de maio de 2013, nesse clima de festa missionária, nos reuniremos à partir das 18:30 horas na residência da Sr. Florentina, para com todas as capelinhas e trabalhadores, sairmos em procissão até a Igreja Matriz onde celebraremos a Missa da abertura do mês mariano às 19 horas. Toda a comunidade é convidada a participar!

O Deus que olhou para Maria olhe para cada um de nós e estenda sobre nós sua proteção e sua bênção. Assim seja!

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Origem das ladainhas




A palavra ladainha vem do grego e significa súplica. Mas desde o início da Igreja ela foi utilizada para indicar não quaisquer súplicas, mas as que eram rezadas em conjunto pelos fiéis que iam em procissão às diversas igrejas. Há, naturalmente, numerosas ladainhas, dependendo do que é pedido nas diversas procissões.
Quando a casa na qual morou Nossa Senhora na Palestina foi transportada milagrosamente para a cidade de Loreto (Itália), em 1291, a feliz novidade espalhou-se rapidamente, dando início a numerosas peregrinações. Com o correr do tempo, uma série de súplicas a Nossa Senhora foi sendo composta pelos peregrinos que ali iam, os quais A invocavam por seus principais títulos de glória. Posteriormente essa ladainha era cantada diariamente no Santuário, e os peregrinos que de lá voltavam a popularizaram em todo o orbe católico. Chama-se lauretana por ter sua origem em Loreto.
Algumas invocações têm sido acrescentadas pelos Papas ao longo dos tempos, outras são agregadas para honrar a proteção de Nossa Senhora a alguma Ordem religiosa, como fazem os carmelitas, os quais rezam a ladainha lauretana carmelitana, com quatro invocações a mais. Mas o corpo central das ladainhas permanece o mesmo.

Composição da Ladainha
No início da Ladainha Lauretana, as invocações não se dirigem a Nossa Senhora, mas a Nosso Senhor e à Santíssima Trindade, pois dizemos Senhor, tende piedade de nós, Jesus Cristo, ouvi-nos, etc. Depois invocamos o Padre Eterno, o Filho e o Espírito Santo. Por quê?
Tudo em Nossa Senhora nos conduz a seu divino Filho, e por meio dEle à Santíssima Trindade, que é nosso fim último. Isto é algo que os protestantes não entendem ou não querem entender: Maria Santíssima é o melhor caminho para se chegar a Deus.
Após essa introdução da ladainha, seguem-se três invocações, nas quais pronunciamos o nome da Virgem (Santa Maria) e lembramos dois de seus principais privilégios: o ser Mãe de Deus e Virgem das virgens. A seguir, há um grupo de 13 invocações para honrarmos a Maternidade de Nossa Senhora, e outras seis para honrar sua Virgindade. Em seguida, 13 figuras simbólicas; quatro invocações de sua misericórdia e, finalmente, 12 invocações dEla enquanto Rainha gloriosa e poderosa.
Em geral, é no grupo das 13 invocações com figuras simbólicas que surgem as maiores dificuldades de compreensão. Nossa civilização fechou-se para o simbolismo, e aquilo que poderia ser até evidente em outras épocas, hoje ficou obscurecido pelo exclusivismo concedido ao espírito prático. A própria vida contemporânea contribui para isto. Assim, por exemplo, como explicar ou ressaltar, a pessoas que ficam fechadas em cidades feias e perigosas, a beleza de uma estrela? Igualmente, o ritmo de vida corrida e excitante de hoje não favorece a meditação ou a contemplação das maravilhas da criação.

Alguns significados
Vejamos então o significado destas 13 invocações simbólicas.
Espelho de Justiça — Justiça, aqui, entende-se em seu sentido mais amplo de santidade. Nossa Senhora é chamada assim, porque Ela é um espelho da perfeição cristã. Toda perfeição pode ser admirada nEla, do mesmo modo como podemos admirar uma luz refletida na água.
Sede da Sabedoria — Nosso Senhor Jesus Cristo é a Sabedoria, pois, enquanto Deus, tudo sabe e tudo conhece. Ora, Nossa Senhora durante nove meses encerrou dentro de si seu divino Filho; Ela foi, portanto, a sede da Sabedoria. E continua a sê-lo, pois é nEla que encontramos infalivelmente a Nosso Senhor.
Causa de Nossa Alegria — a verdadeira alegria não é o riso. Rir muito nem sempre significa felicidade. É muito mais feliz a mãe carregando amorosamente seu filho do que um papalvo que ri à-toa. E a maior alegria que um homem pode ter é a de salvar-se e estar com Deus por toda a eternidade. Ora, antes da vinda de Nosso Senhor, o Céu estava fechado para nós. Foi o sacrifício do Calvário que nos reconciliou com o Criador e nos proporcionou a verdadeira e eterna felicidade. Como foi por meio de Nossa Senhora que o Redentor da humanidade veio à Terra, Maria Santíssima é, pois, a causa de nossa maior alegria.
Vaso Espiritual — Nada tem mais valor do que a verdadeira Fé. Na Paixão e Morte de Nosso Senhor, quando até os Apóstolos duvidaram e fugiram, foi Nossa Senhora quem recolheu e guardou, como num vaso sagrado, o tesouro da Fé inabalável.
Vaso Honorífico — Em nossa época, a honra quase não é considerada. Pelo contrário, muitas vezes a falta de caráter e a sem-vergonhice são louvadas. Mas a honra e a glória, na realidade, valem muito. E Nossa Senhora guardou cuidadosamente em sua alma todas a graças recebidas, e manteve a honra do gênero humano decaído. Se não tivesse existido Nossa Senhora, ficaria faltando na criação quem representasse a perfeição da criatura, fiel até o extremo heroísmo.
Vaso Insigne de Devoção — Devoto quer dizer dedicado a Deus. A criatura que mais se dedicou e viveu em função de Deus foi Nossa Senhora, tendo-o realizado de forma tal, que melhor é impossível.
Rosa Mística — A rosa é a rainha das flores. É aquela que possui de forma mais definida e esplêndida tudo quanto carateriza uma flor. Igualmente Nossa Senhora, no campo da vida espiritual ou mística, possui de forma mais primorosa tudo aquilo que representa a perfeição.
Torre de Davi — Lemos na Sagrada Escritura que o rei Davi tomou a fortaleza de Jerusalém dos jebuseus e edificou a cidade em torno dela. "E Davi habitou a fortaleza, e por isso se chamou cidade de Davi" (Paralipômenos, 11-7). Naturalmente, o rei Davi fortificou a cidade, para torná-la inexpugnável, e a dotou de forte guarnição. A Igreja Católica é a nova Jerusalém, e nela temos uma torre ou fortaleza que nenhum inimigo pode invadir ou destruir, que é Nossa Senhora. Ela constitui o ponto de maior resistência e melhor defesa. Por isso, nesta invocação honramos a Nossa Senhora reconhecendo que nunca houve, nem haverá, quem melhor proteja os fiéis e defenda a honra de Deus do que Ela.
Torre de Marfim — O marfim é um material que tem caraterísticas raras na natureza. Ele é ao mesmo tempo muito forte e muito claro. Igualmente Nossa Senhora é muito forte espiritualmente, a maior inimiga dos inimigos de Deus, e de uma pureza alvíssima. Assim Ela contraria a idéia falsa de que as coisas de Deus devam ser sempre muito doces, suaves e fracas, ou que a verdadeira força têm-na os impuros.
Casa de Ouro — O ouro é o mais nobre dos metais. Por isso, sempre que desejamos dar alguma coisa que seja insuperável, a oferecemos em ouro — uma medalha de ouro numa competição, por exemplo. Se tivéssemos que receber o próprio Deus, procuraríamos fazê-lo numa casa que não fosse superável, neste sentido uma casa de ouro. E a Virgem Santíssima é a casa de ouro que acolheu Nosso Senhor quando veio ao mundo.
Arca da Aliança — No Antigo Testamento, na Arca da Aliança ficavam guardadas as tábuas da lei dadas por Deus a Moisés e um punhado do maná recebido milagrosamente no deserto. Por isso ela lembrava as promessas e a proteção de Deus. Nossa Senhora é, no Novo Testamento, a Arca da Aliança que protege o povo eleito da Igreja Católica e lembra as infinitas misericórdias de Deus.
Porta do Céu — Nossa Senhora é invocada desse modo, pois foi por meio dEla que Jesus Cristo veio à Terra, e é por Ela que nos vêm todas as graças, as quais têm como finalidade nos levar ao Céu, nossa morada eterna. Assim, Ela favorece nossa entrada no Céu, como a porta favorece a entrada num local.
Estrela da Manhã — Pouco antes de nascer o sol, quando a escuridão é maior e vai começar a clarear, aparece no horizonte uma estrela de maior luminosidade. Depois, quando as outras estrelas desaparecem na claridade nascente, ela ainda permanece. Assim foi Nossa Senhora, pois seu nascimento significava que logo nasceria o Sol de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo. E quando a Fé se perdia até entre o povo eleito, Ela continuava a acreditar e esperar. Ela é o modelo da perseverança na provação e o anúncio da Luz que virá.

Temos assim, resumidamente, algumas explicações das invocações da Ladainha Lauretana. Esperemos que a compreensão delas nos ajude a rezar com maior fervor tão meritória oração.

* André Damino, Na escola de Maria, Ed. Paulinas, 4ª edição, São Paulo, 1962
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O NOVO MANDAMENTO



Jesus está para entregar-se livremente na cruz, levando às últimas consequências seu amor pela humanidade. Antes disso, ele janta com os discípulos que o acompanharam no ministério. Judas sai do cenáculo, para responder ao amor e à intimidade de Jesus com a traição e o amor ao dinheiro.
A morte de Jesus na cruz representa sua glorificação e a glorificação do próprio Deus. Ou seja, no amor de Jesus, que entrega a própria vida, Deus se revela em todo o seu esplendor.
E então Jesus deixa aos discípulos um mandamento novo, o mandamento do amor. Não se trata de algo opcional. Amar, para os seguidores de Jesus, é um mandamento. A ponto de a vivência do amor definir quem é e quem não é seguidor de Jesus.
Não se trata, portanto, de amar de qualquer jeito, de amar pela metade, de amar apenas alguns, de amar esperando recompensa. O mandamento de Jesus é para nos amarmos como ele nos amou. E como o mundo reconhecerá que somos discípulos do Mestre que amou em palavras e gestos, que se aproximou de quem estava à margem, que buscou quem estava perdido, que acolheu quem sofria preconceito, que sofreu com os sofredores, que mostrou a face radiante de um Deus cujo poder está no amor sem limites?
Amar como Jesus amou é o mandamento sempre novo para nós, que queremos ser seus seguidores. Seremos sempre discípulos, aprendizes do amor infinito do Mestre. Ressuscitado, ele continua conosco, com a força do Espírito, inspirando-nos ações e palavras, para nos amarmos sempre mais, para amarmos a todos, sem exclusão e preconceitos. Para que o mundo veja, afinal, no amor dos seguidores, a glória, o esplendor de um Deus que primeiro nos amou e se doou.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp

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28 de abril – 5º DOMINGO DA PÁSCOA


A PORTA DA FÉ
Quando proclamou o Ano da Fé (2012-2013), o papa Bento XVI escreveu uma carta intitulada A Porta da Fé. Essa expressão nós a ouvimos vivamente na primeira leitura de hoje (cf. At 14,27). Portanto, em sintonia com a palavra de Deus, a liturgia deste domingo é um convite a experimentarmos a alegria de pertencer a Deus.

No dia de nosso batismo, a porta da felicidade plena nos foi aberta; daquele momento em diante podemos nos referir a Deus de forma muito íntima e confiante: ele é Pai. Pai que ama. Não condena, não castiga, não se ausenta. E também não “força a barra”. Respeitando a liberdade que ele mesmo nos deu, o Senhor só entra em nossa casa se lhe abrimos a porta. Ele bate à porta, toma a iniciativa de vir ao nosso encontro. Porém não empurra a porta para entrar.

Na perspectiva cristã, nós nos tornamos dignos pelo batismo. Mergulhados nas águas, fazemos a passagem de um estado de morte para uma condição de vida feliz, livre. “Pelo batismo nós fomos sepultados com ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova” (Rm 6,4). Ressuscitamos com Cristo. De modo que, ressuscitados, podemos caminhar com ele. Somos a comunidade dos ressuscitados. A comunidade pascal.

Por isso, a entrada na comunidade cristã é passagem, é páscoa! Daí todo o esforço empregado pela comunidade cristã primitiva em favor da catequese (catecumenato) de iniciação cristã. Simbolicamente, ser batizado é a entrada na Terra Prometida. Olhando pelo retrovisor da história da salvação, somos, pois, o “resto” do povo salvo pelas “águas do dilúvio”. Somos também o povo que passou a pé enxuto pelo mar Vermelho. Atravessamos também as águas do Jordão. Ali, tomamos posse da Terra da Promessa. Isto é, entramos na Igreja.

Quem mergulha nas águas batismais segue o caminho de Cristo. “Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez realidade nova” (2Cor 5,17). E ainda proclama o Apocalipse: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). A comunidade cristã vive, desde já, a esperança da plenitude em Deus.

Assim, em meio a todos os desafios e dificuldades, ser cristão consiste no seguimento de Jesus Cristo, andar na contramão do mundo perverso. “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,34-35). Aí está nosso compromisso. O Senhor ressuscitado, que nos abriu a porta da fé, ajude-nos a vivê-la, no amor.
Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp
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